Sentença de um ponto de vista soturno, a cabeça manifesta-se num tumulto de concepções da vida.
Dia um, ponto morto. Cala-te espírito, és o teu próprio tormento; cala-te, já disse!
Escorraçado de mim próprio, as ideias definham, imploram por mim...Não as quero!
Branco, nulo, pendente...caí. Onde estou? Quem sou eu?
...Ninguém...Onde estou?! Que importa?... apenas sei onde quero estar.
Quero estar aí...nesse mundo sem escravos do medo e das sensações raquíticas.
Desejo de sentir...sentir...sensações que demais se impugnam perante mim.
Eu sou eu...tu és eu...nós somos tudo, o mundo é perfeito quando eu respiro.
Opressão, fumo do vício contundente e dilacerante da alma.
Não caias!(como posso cair se nunca me levantei?)
Volver! De joelhos servo!
De joelhos nunca; ou me edifico como insubmisso que sou ou caio de novo a tentar levantar-me!
Insurreição, rebelião, revolta, revolução...sistema...maquinaria atroz!!!
Mecanicamente consistente...debilitação mental. Anormal!
Levanta-te! Ergue-te de uma vez por todas!
Despertar de sensações...raiva...ACORDEI !!!
Espírito GRITA !!!
Levanta-te!
Onde estou? Quem sou eu?
Estás onde pertences...Quem és? O teu espírito gritou...tu levantaste-te... Finalmente és tu próprio...
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