Qual é a diferença entre ontem e hoje? Hoje e amanhã? Amanhã e daqui a 500 anos?
(sim isto é uma crítica social)
Nem é preciso reflectir muito... cada um sabe como vive, as dificuldades que passa, os impostos que paga... e penso que a maioria está de acordo... o único culpado é este governo PS em conjunto com o PSD e com o excelentíssimo senhor presidente da República Aníbal Cavaco Silva.
Agindo de forma incoerente, despótica, prepotente e cínica, esses senhores burgueses estropiaram a dignidade nacional e reduziram-na a nada...
E o que fazemos? Como sempre... pouco ou nada...
Já chega de manifestações e marchas contra PEC's, OE's, FMI's, OCDE's, NATO's, moções de censura, redução de salários e precariedade.
Tivemos uma grande vitória na Greve Geral de 24 de Novembro, mas o Governo fez o quê em resposta a isso? Como sempre... pouco ou nada...
Passo por uma paragem de autocarro e vejo muitos anúncios do tipo:
"PROCURA-SE cão desaparecido";
"VENDE-SE apartamento";
"PRECISA-SE de empregado no ramo da imobiliária"...
E que tal um outro anúncio do tipo:
"PROCURAM-SE homens e mulheres que sejam vítimas do sistema capitalista, explorados pelos patrões e resignados com o estado em que o país chegou, com o objectivo de salvaguardar os interesses do povo e a soberania nacional há muito VENDIDAS pelo poder central.
É necessária uma resposta rápida, inteligente, solidária e justa porque cada vez mais o Estado português se deteriora e empobrece.
É urgente!!! REVOLUÇÃO PRECISA-SE !!!"
Espero ver este anúncio em breve nas ruas de Portugal, junto dos cartazes da única candidatura Patriótica e de Esquerda á presidência da República...
Juntar as necessidades de uma Revolução urgente com a figura que melhor serviria o Estado português e o povo...
Força Francisco Lopes, pela justiça, pelos direitos e pela Revolução!!!
Passemos a ser um povo que em vez de fazer...pouco ou nada... faça... muito ou tudo!!!
Ontem votámos Francisco Lopes; Hoje votamos PCP; Amanhã... amanhã provaremos que a Revolução e o Comunismo não são uma utopia...
I'm Happy
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Solução - Cocktail Molotov
Os devaneios políticos da nossa geração são o reflexo do conformismo da sociedade; são o clarão que ofusca aquilo a que se assemelha (se não é mesmo) um regime esclavagista.
Somos a geração dos escravos voluntários!!!
Submissos, subjugados, obedientes, curvados perante a nossa própria ignorância...
Repugnados com o sistema mas eternamente escravos...
A nossa submissão é a morte dos nossos filhos...é a nossa morte...
Morte? Morram os carrascos!!!
Não se lamentem por serem desempregados. Existe uma profissão que garante emprego a quem o quiser. A profissão mais necessária de todos os tempos, e qualquer um a pode exercer, basta resignar-se e erguer os punhos, pegar na raiva e explodi-la.
Um exército de carniceiros e libertários, reclamando vingança!!!
Morte à escravatura do século XXI !!!
Mas quando? Onde? Como?
Quando? Agora!!!
Onde? Em todo o mundo!!!
Como? Só há uma solução...
agarrem numa garrafa de vidro;
metam gasolina e óleo de motor até metade da garrafa;
usem um pano como pavio, e coloquem-no metade dentro e outra fora da garrafa;
uma rolha para prender bem o pano.
Façam um apelo à raiva, acendam o pavio e...
FUCK THE SYSTEM !!!
Somos a geração dos escravos voluntários!!!
Submissos, subjugados, obedientes, curvados perante a nossa própria ignorância...
Repugnados com o sistema mas eternamente escravos...
A nossa submissão é a morte dos nossos filhos...é a nossa morte...
Morte? Morram os carrascos!!!
Não se lamentem por serem desempregados. Existe uma profissão que garante emprego a quem o quiser. A profissão mais necessária de todos os tempos, e qualquer um a pode exercer, basta resignar-se e erguer os punhos, pegar na raiva e explodi-la.
Um exército de carniceiros e libertários, reclamando vingança!!!
Morte à escravatura do século XXI !!!
Mas quando? Onde? Como?
Quando? Agora!!!
Onde? Em todo o mundo!!!
Como? Só há uma solução...
agarrem numa garrafa de vidro;
metam gasolina e óleo de motor até metade da garrafa;
usem um pano como pavio, e coloquem-no metade dentro e outra fora da garrafa;
uma rolha para prender bem o pano.
Façam um apelo à raiva, acendam o pavio e...
FUCK THE SYSTEM !!!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Sentido da Vida (libertação)
Deambular pelos pensamentos da essência vulgar é dirigir os sentidos numa única voz.
O espírito precisa dela, nós precisamos dela. A existência é uma dádiva que todas as nossas mães nos atribuíram, quer essa faça sentido ou não.
A vida tem um só sentido; todos os sentidos podem ter muitas vidas...
Tenho reflectido sobre este...no fundo penso que já o tinha encontrado há muito...
Irrealismo...o sentido da minha vida não tem sentido; ele mesmo se auto-consome...mas condeno aqueles que o rejeitam por não ser real, porque nem tudo o que é uma quimera não existe em vão.
O meu sentido não existe para eu o encontrar, para lhe dar sentido.
Seria lógico nascermos já com o sentido da existência alcançado? Então para que serviria a vida?
Uma vida que nasce vivida é o mesmo que nascer morta.
O sentido da vida é encontrar o sentido dela própria, mesmo que no fim não o tenhamos descoberto. Ao menos lutámos...ao menos vivemos.
O espírito precisa dela, nós precisamos dela. A existência é uma dádiva que todas as nossas mães nos atribuíram, quer essa faça sentido ou não.
A vida tem um só sentido; todos os sentidos podem ter muitas vidas...
Tenho reflectido sobre este...no fundo penso que já o tinha encontrado há muito...
Irrealismo...o sentido da minha vida não tem sentido; ele mesmo se auto-consome...mas condeno aqueles que o rejeitam por não ser real, porque nem tudo o que é uma quimera não existe em vão.
O meu sentido não existe para eu o encontrar, para lhe dar sentido.
Seria lógico nascermos já com o sentido da existência alcançado? Então para que serviria a vida?
Uma vida que nasce vivida é o mesmo que nascer morta.
O sentido da vida é encontrar o sentido dela própria, mesmo que no fim não o tenhamos descoberto. Ao menos lutámos...ao menos vivemos.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Feliz Natal (que recebas bons presentes)
Nasce do sorriso de uma criança; de um beijo de agradecimento; de um abraço caloroso repleto de harmonia e felicidade...
O Natal: a época da hipocrisia.
Em sociedades em que o bem material está acima de tudo, os meios de comunicação social, essa arma do capital, promovem cada vez mais o consumo; apelam incessantemente á compra de bens materiais desnecessários.
E a consciência e a moral da população em geral (mesmo da religiosa), está tão formatada pelo meio em que se insere que continua a não prestar atenção ao (suposto) verdadeiro significado do Natal.
É sempre, e por vezes apenas esta a altura do ano em que as pessoas pensam realmente em dar algo, nem que seja a mais pequena coisa, sem pretender algo em troca...
Muitos apenas se lembram que têm família e amigos na quadra natalícia, e apenas nesse dia estão dispostos a "abdicar" das suas preciosas economias para tentar transmitir o seu "amor" ao próximo.
Mas porque será que temos a estúpida tradição de trocar presentes nesta altura?
Vendo de uma perspectiva religiosa, acham mesmo que o Nosso Senhor Jesus Cristo se iria importar de que o seu aniversário seja no mesmo dia do Natal?!
O Natal não é apenas no dia 25 de Dezembro, é todos os dias. E se realmente querem dar alguma coisa a alguém não ofereçam bens materiais; ofereçam a vossa generosidade, amizade, compaixão e amor.
Se virem um sem-abrigo na rua não lhe deêm dinheiro nem comida nem roupa, levem-no ao centro de emprego; se virem um cão faminto na véspera de Natal não o levem ao canil, levem-no para casa...mas se virem uns certos senhores de gravata, deêm-lhes um tiro, porque é o que eles merecem, pois são eles quem mais recebe, não apenas no Natal mas todos os dias!!!
Neste feriado religioso (num Estado laico) em que a hipocrisia sai á rua na sua mais explícita forma, não desejem a ninguém Feliz Natal...antes digam: "Que sejas feliz no dia em que realmente fores solidário!"
O Natal: a época da hipocrisia.
Em sociedades em que o bem material está acima de tudo, os meios de comunicação social, essa arma do capital, promovem cada vez mais o consumo; apelam incessantemente á compra de bens materiais desnecessários.
E a consciência e a moral da população em geral (mesmo da religiosa), está tão formatada pelo meio em que se insere que continua a não prestar atenção ao (suposto) verdadeiro significado do Natal.
É sempre, e por vezes apenas esta a altura do ano em que as pessoas pensam realmente em dar algo, nem que seja a mais pequena coisa, sem pretender algo em troca...
Muitos apenas se lembram que têm família e amigos na quadra natalícia, e apenas nesse dia estão dispostos a "abdicar" das suas preciosas economias para tentar transmitir o seu "amor" ao próximo.
Mas porque será que temos a estúpida tradição de trocar presentes nesta altura?
Vendo de uma perspectiva religiosa, acham mesmo que o Nosso Senhor Jesus Cristo se iria importar de que o seu aniversário seja no mesmo dia do Natal?!
O Natal não é apenas no dia 25 de Dezembro, é todos os dias. E se realmente querem dar alguma coisa a alguém não ofereçam bens materiais; ofereçam a vossa generosidade, amizade, compaixão e amor.
Se virem um sem-abrigo na rua não lhe deêm dinheiro nem comida nem roupa, levem-no ao centro de emprego; se virem um cão faminto na véspera de Natal não o levem ao canil, levem-no para casa...mas se virem uns certos senhores de gravata, deêm-lhes um tiro, porque é o que eles merecem, pois são eles quem mais recebe, não apenas no Natal mas todos os dias!!!
Neste feriado religioso (num Estado laico) em que a hipocrisia sai á rua na sua mais explícita forma, não desejem a ninguém Feliz Natal...antes digam: "Que sejas feliz no dia em que realmente fores solidário!"
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O mito da felicidade
Há quem diga que a felicidade é uma mentira; não existe...
Momentos melancólicos em que o indivíduo é a sua própria tragédia e a de todos.
Eu sou um desses indivíduos. Porquê?
Não sei...mas há quem saiba...esse alguém sou eu...mas não sei...Porquê? Não sei...apenas sei que não sei, ou por outras palavras, não quero saber.
O que nos incita á descrença e ao cepticismo da existência da felicidade é o facto de não sabermos...não sabermos porque não somos felizes.
O que é a felicidade?
O que é esse mito?
Se os mitos não passam disso mesmo porque existem locuções, palavras, termos que os descrevem? Talvez porque não são mitos...
No fundo sei que são realidade...basta crer que assim seja.
Eu apenas vejo o que quero, e dissimulo o que os meus olhos veêm; consigo ouvir tudo, mas não ouço o que não quero ouvir; eu posso sentir tudo, mas não me quero sentir feliz!!!
A felicidade existe para uns, mas não para todos...se sou feliz, de que vale sê-lo se não o posso repartir universalmente?
Num mundo sem justiça não pode existir felicidade, PORQUE SE UM COME TODOS COMEM!!!
Rejeito toda a felicidade que possa vir a sentir, porque essa não será verdadeira...será uma falsa felicidade...
Até serem todos felizes, a "verdadeira" felicidade...essa não passará de um mito...
Momentos melancólicos em que o indivíduo é a sua própria tragédia e a de todos.
Eu sou um desses indivíduos. Porquê?
Não sei...mas há quem saiba...esse alguém sou eu...mas não sei...Porquê? Não sei...apenas sei que não sei, ou por outras palavras, não quero saber.
O que nos incita á descrença e ao cepticismo da existência da felicidade é o facto de não sabermos...não sabermos porque não somos felizes.
O que é a felicidade?
O que é esse mito?
Se os mitos não passam disso mesmo porque existem locuções, palavras, termos que os descrevem? Talvez porque não são mitos...
No fundo sei que são realidade...basta crer que assim seja.
Eu apenas vejo o que quero, e dissimulo o que os meus olhos veêm; consigo ouvir tudo, mas não ouço o que não quero ouvir; eu posso sentir tudo, mas não me quero sentir feliz!!!
A felicidade existe para uns, mas não para todos...se sou feliz, de que vale sê-lo se não o posso repartir universalmente?
Num mundo sem justiça não pode existir felicidade, PORQUE SE UM COME TODOS COMEM!!!
Rejeito toda a felicidade que possa vir a sentir, porque essa não será verdadeira...será uma falsa felicidade...
Até serem todos felizes, a "verdadeira" felicidade...essa não passará de um mito...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Infância no carrossel
Lembro-me de um carrossel... O carrossel da feira popular a que eu costumava ir na minha infância... Lembro-me como se tivesse sido ontem...das luzes ofuscantes e pitorescas; do cheiro do algodão-doce; dos palhaços sempre alegres e da sua roupa com cores garridas; dos sons das vozes alegres em dias faustosos e rejubilantes...e lembro-me do carrossel.
O carrossel era para mim a única coisa importante naquela feira.
Tinha um cavalo branco de crina azul que eu costumava "montar" sempre que lá ia.
Dias felizes, dias da infância...
Hoje voltei à feira. Era de esperar sentir nostalgia, mas a única coisa que senti foi um luto dentro de mim por saber que todos aqueles dias eram uma fabulação da minha vida; uma mentira!!!
As luzes agora surtiam um efeito melancólico e cinzento; o cheiro fétido do algodão era intolerável; os palhaços enfadonhos, sempre com a mesma farpela rudimentar provocavam-me vómitos; e as vozes outrora felizes soavam-me a uma dissimulação da verdade, um barulho ensurdecedor repleto de hipocrisia...e o carrossel...mantinha-se intacto - para mim suportava um sentimento intemporal.
Mas a infância é a fase da insipiência da mente, e todos aqueles dias supostamente "felizes" passados no carrossel foram uma farsa!!!
Os olhos do cavalo ostentam agora suásticas; a sua crina azul é agora um acumulado de lascas sem cor; e agora o seu branco vai passar a preto porque eu o vou incinerar!!!
As térmitas da verdade "consumiram" toda a estrutura pretensiosa do carrossel, e com ele todas as suas falsas esperanças.
A felicidade só existe se for para sempre...
Prefiro ser sempre infeliz a ter a infelicidade de perder o que me faz feliz...
O carrossel ardeu. Eu continuo infeliz...
O carrossel era para mim a única coisa importante naquela feira.
Tinha um cavalo branco de crina azul que eu costumava "montar" sempre que lá ia.
Dias felizes, dias da infância...
Hoje voltei à feira. Era de esperar sentir nostalgia, mas a única coisa que senti foi um luto dentro de mim por saber que todos aqueles dias eram uma fabulação da minha vida; uma mentira!!!
As luzes agora surtiam um efeito melancólico e cinzento; o cheiro fétido do algodão era intolerável; os palhaços enfadonhos, sempre com a mesma farpela rudimentar provocavam-me vómitos; e as vozes outrora felizes soavam-me a uma dissimulação da verdade, um barulho ensurdecedor repleto de hipocrisia...e o carrossel...mantinha-se intacto - para mim suportava um sentimento intemporal.
Mas a infância é a fase da insipiência da mente, e todos aqueles dias supostamente "felizes" passados no carrossel foram uma farsa!!!
Os olhos do cavalo ostentam agora suásticas; a sua crina azul é agora um acumulado de lascas sem cor; e agora o seu branco vai passar a preto porque eu o vou incinerar!!!
As térmitas da verdade "consumiram" toda a estrutura pretensiosa do carrossel, e com ele todas as suas falsas esperanças.
A felicidade só existe se for para sempre...
Prefiro ser sempre infeliz a ter a infelicidade de perder o que me faz feliz...
O carrossel ardeu. Eu continuo infeliz...
domingo, 5 de dezembro de 2010
Arte é:
Realidade do surreal; emancipação da existência material em pensamento; objecto da iluminação do devaneio imortal...
O mundo nasceu arte; o mundo fez o homem; o homem construiu fantasias, pensamentos, ideias... e são estas que dão ao homem a capacidade de criar, construir, edificar algo novo, que acrescenta ao Mundo consumado e perfeito as imperfeições necessárias para que este se torne real.
A arte é realidade;
A realidade é imperfeita;
O homem é real, logo é imperfeito...
Tudo o que fazemos é imperfeito...a perfeição não existe...
O que fazemos é real, mas também o que não concretizamos o é.
O surreal é real, o que não existe são lendas...tudo é verdade.
A realidade é o que nós ambicionar-mos, porque de tudo o que possam chamar de ilusão, o homem terá sempre a obstinação necessária para argumentar.
Apenas o homem escolhe o que é real...a nossa mente é omnipotente, e o que pensarmos irá sem dúvida existir. Basta termos o mundo como tela, o tempo como pincel, e as ideias como artistas...
A arte é o que é real...
Tudo é real...
Tudo é Arte...
O mundo nasceu arte; o mundo fez o homem; o homem construiu fantasias, pensamentos, ideias... e são estas que dão ao homem a capacidade de criar, construir, edificar algo novo, que acrescenta ao Mundo consumado e perfeito as imperfeições necessárias para que este se torne real.
A arte é realidade;
A realidade é imperfeita;
O homem é real, logo é imperfeito...
Tudo o que fazemos é imperfeito...a perfeição não existe...
O que fazemos é real, mas também o que não concretizamos o é.
O surreal é real, o que não existe são lendas...tudo é verdade.
A realidade é o que nós ambicionar-mos, porque de tudo o que possam chamar de ilusão, o homem terá sempre a obstinação necessária para argumentar.
Apenas o homem escolhe o que é real...a nossa mente é omnipotente, e o que pensarmos irá sem dúvida existir. Basta termos o mundo como tela, o tempo como pincel, e as ideias como artistas...
A arte é o que é real...
Tudo é real...
Tudo é Arte...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Uma questão de lógica
Mundo novo, mundo livre... alienação animal, sobrevivência dos instintos, lei da vida.
Primata ignóbil, filho do Omnipotente que tudo pode mas nada sabe, porque se soubesse...a antropologia morria antes de nascer; a sociologia existiria sem sociedades; não existiria cariótipo 23; o ovo da fénix humana que há em nós nunca teria sido fecundado !!!
A obstinação constante da razão deu á luz o Homem.
Porquê? Não sabemos...nem nunca saberemos, porque motivo de lógica não foi.
Empirismo pirrónico, porque afinal o Sexto Empírico descobriu que não era céptico.
A dúvida está na verdade da resposta que o "pai" da lógica criou.
Nascer, viver, morrer...Lógico!
Erguer, usar, demolir...Lógico!
Descobrir, acreditar, desiludir...Lógico!
Mas quando o senhor Deus criou o Homem, não pensou na lógica da sua existência, porque essa nasceu com a raça humana.
Mas se o Criador da lógica seguir a lógica, logo descobrirá que não é lógica a sua existência, logo a lógica não tem lógica, porque não é lógico existir lógica sem ter lógica a existência do seu criador.
Lógico !!!
Primata ignóbil, filho do Omnipotente que tudo pode mas nada sabe, porque se soubesse...a antropologia morria antes de nascer; a sociologia existiria sem sociedades; não existiria cariótipo 23; o ovo da fénix humana que há em nós nunca teria sido fecundado !!!
A obstinação constante da razão deu á luz o Homem.
Porquê? Não sabemos...nem nunca saberemos, porque motivo de lógica não foi.
Empirismo pirrónico, porque afinal o Sexto Empírico descobriu que não era céptico.
A dúvida está na verdade da resposta que o "pai" da lógica criou.
Nascer, viver, morrer...Lógico!
Erguer, usar, demolir...Lógico!
Descobrir, acreditar, desiludir...Lógico!
Mas quando o senhor Deus criou o Homem, não pensou na lógica da sua existência, porque essa nasceu com a raça humana.
Mas se o Criador da lógica seguir a lógica, logo descobrirá que não é lógica a sua existência, logo a lógica não tem lógica, porque não é lógico existir lógica sem ter lógica a existência do seu criador.
Lógico !!!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Um dia vou...
Sentença de um ponto de vista soturno, a cabeça manifesta-se num tumulto de concepções da vida.
Dia um, ponto morto. Cala-te espírito, és o teu próprio tormento; cala-te, já disse!
Escorraçado de mim próprio, as ideias definham, imploram por mim...Não as quero!
Branco, nulo, pendente...caí. Onde estou? Quem sou eu?
...Ninguém...Onde estou?! Que importa?... apenas sei onde quero estar.
Quero estar aí...nesse mundo sem escravos do medo e das sensações raquíticas.
Desejo de sentir...sentir...sensações que demais se impugnam perante mim.
Eu sou eu...tu és eu...nós somos tudo, o mundo é perfeito quando eu respiro.
Opressão, fumo do vício contundente e dilacerante da alma.
Não caias!(como posso cair se nunca me levantei?)
Volver! De joelhos servo!
De joelhos nunca; ou me edifico como insubmisso que sou ou caio de novo a tentar levantar-me!
Insurreição, rebelião, revolta, revolução...sistema...maquinaria atroz!!!
Mecanicamente consistente...debilitação mental. Anormal!
Levanta-te! Ergue-te de uma vez por todas!
Despertar de sensações...raiva...ACORDEI !!!
Espírito GRITA !!!
Levanta-te!
Onde estou? Quem sou eu?
Estás onde pertences...Quem és? O teu espírito gritou...tu levantaste-te... Finalmente és tu próprio...
Dia um, ponto morto. Cala-te espírito, és o teu próprio tormento; cala-te, já disse!
Escorraçado de mim próprio, as ideias definham, imploram por mim...Não as quero!
Branco, nulo, pendente...caí. Onde estou? Quem sou eu?
...Ninguém...Onde estou?! Que importa?... apenas sei onde quero estar.
Quero estar aí...nesse mundo sem escravos do medo e das sensações raquíticas.
Desejo de sentir...sentir...sensações que demais se impugnam perante mim.
Eu sou eu...tu és eu...nós somos tudo, o mundo é perfeito quando eu respiro.
Opressão, fumo do vício contundente e dilacerante da alma.
Não caias!(como posso cair se nunca me levantei?)
Volver! De joelhos servo!
De joelhos nunca; ou me edifico como insubmisso que sou ou caio de novo a tentar levantar-me!
Insurreição, rebelião, revolta, revolução...sistema...maquinaria atroz!!!
Mecanicamente consistente...debilitação mental. Anormal!
Levanta-te! Ergue-te de uma vez por todas!
Despertar de sensações...raiva...ACORDEI !!!
Espírito GRITA !!!
Levanta-te!
Onde estou? Quem sou eu?
Estás onde pertences...Quem és? O teu espírito gritou...tu levantaste-te... Finalmente és tu próprio...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Juventude é...
A integridade é o que temos de mais precioso...mas também o que cada vez é mais raro de manter. Cada vez é mais difícil suportar as investidas das situações em que o mundo nos coloca, e em vicissitudes destas o comum mortal tem a propensão para ceder, para se "vender" por aquilo que lhe dará mais comodidade nessas circunstâncias.
Durante todo o processo que é a nossa vida, aprendemos valores, determinamos o que é certo e errado, escolhemos o nosso destino e não é a sociedade que nos vai obrigar a seguir normas nem a ditar os nossos comportamentos!
Existem muitas coisas em jogo, por isso é convidativo desistir da nossa integridade, das nossas crenças, dos nossos valores para nos inserir-mos nesta sociedade esclavagista e ditatorial.
Pessoas pobres que nunca tiveram nada vendem-se a contratos precários para comer; pequenos-burgueses que ao verem uma oportunidade de ascenderem a aristocratas progridem...
Não os censuro...é a lei da vida, em que uns se comem uns aos outros...
Dizem que que muitos políticos que hoje são da direita ou centristas na sua juventude pertenciam á esquerda e eram radicais. Perderam a sua integridade para subirem na vida; venderam-se ao sistema; tornaram-se naquilo em que enquanto jovens criticavam.
Traíram a sua ideologia; traíram quem os respeitava e admirava; alguns traíram os seus partidos...mas pior que isso tudo foi terem-se traído a eles próprios e terem comprometido a sua integridade e os seus valores!!!
"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contrariedade genética", e se em jovens somos revolucionários para sempre o seremos!!!
Para sempre jovens, para sempre revolucionários!O mundo é nosso e cabe a nós mudá-lo!
Viva a Juventude!!!
Durante todo o processo que é a nossa vida, aprendemos valores, determinamos o que é certo e errado, escolhemos o nosso destino e não é a sociedade que nos vai obrigar a seguir normas nem a ditar os nossos comportamentos!
Existem muitas coisas em jogo, por isso é convidativo desistir da nossa integridade, das nossas crenças, dos nossos valores para nos inserir-mos nesta sociedade esclavagista e ditatorial.
Pessoas pobres que nunca tiveram nada vendem-se a contratos precários para comer; pequenos-burgueses que ao verem uma oportunidade de ascenderem a aristocratas progridem...
Não os censuro...é a lei da vida, em que uns se comem uns aos outros...
Dizem que que muitos políticos que hoje são da direita ou centristas na sua juventude pertenciam á esquerda e eram radicais. Perderam a sua integridade para subirem na vida; venderam-se ao sistema; tornaram-se naquilo em que enquanto jovens criticavam.
Traíram a sua ideologia; traíram quem os respeitava e admirava; alguns traíram os seus partidos...mas pior que isso tudo foi terem-se traído a eles próprios e terem comprometido a sua integridade e os seus valores!!!
"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contrariedade genética", e se em jovens somos revolucionários para sempre o seremos!!!
Para sempre jovens, para sempre revolucionários!O mundo é nosso e cabe a nós mudá-lo!
Viva a Juventude!!!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Le Rêve
O que é um pesadelo?
Não passa de um sonho mau... Aquele sonho em que ao virar da esquina aparece sempre um monstro; em que atrás de cada porta se encontra um serial killer preparado para nos cortar o pescoço; em que ao fundo de cada corredor tenebroso e soturno, em que o soalho range ao ritmo dos nossos dentes, aparecem duas chavalas a dizer "come play with us"...
A vida real é comparável a um pesadelo...
Existem sempre aqueles espectros que nos assombram; aqueles demónios que nos atormentam...
Por vezes não encontramos maneira de afugentar esses "papões", mas tal como nos pesadelos, acabamos sempre por acordar e percebemos que tudo era uma ilusão.
Tanto no real como no imaginário não há nada a temer. Não podemos encarcerar o nosso espírito no pensamento, sempre a reflectir sobre o futuro e as consequências; sempre a fugir dos medos; sempre a evitar aquilo que o nosso consciente nos diz para fazer mas que a nossa intransigência não permite...
Há que viver a vida. Temos de ser o mais extravagantes, aluados, avariados e desnorteados possível. Não podemos pensar nas consequências. A vida é para viver...
Um dia vamos acordar...
Não passa de um sonho mau... Aquele sonho em que ao virar da esquina aparece sempre um monstro; em que atrás de cada porta se encontra um serial killer preparado para nos cortar o pescoço; em que ao fundo de cada corredor tenebroso e soturno, em que o soalho range ao ritmo dos nossos dentes, aparecem duas chavalas a dizer "come play with us"...
A vida real é comparável a um pesadelo...
Existem sempre aqueles espectros que nos assombram; aqueles demónios que nos atormentam...
Por vezes não encontramos maneira de afugentar esses "papões", mas tal como nos pesadelos, acabamos sempre por acordar e percebemos que tudo era uma ilusão.
Tanto no real como no imaginário não há nada a temer. Não podemos encarcerar o nosso espírito no pensamento, sempre a reflectir sobre o futuro e as consequências; sempre a fugir dos medos; sempre a evitar aquilo que o nosso consciente nos diz para fazer mas que a nossa intransigência não permite...
Há que viver a vida. Temos de ser o mais extravagantes, aluados, avariados e desnorteados possível. Não podemos pensar nas consequências. A vida é para viver...
Um dia vamos acordar...
domingo, 31 de outubro de 2010
Revolução Cultural
A escola: por vezes pergunto-me para que serve...
Podemos chamar-lhe um agente de socializaçao, um meio de domínio de técnicas, uma forma de adquirir cultura...ou como muitas vezes é apelidada: uma forma de subir na vida.
A sério, ás vezes só mesmo ao tiro...mete-me raiva aqueles que dizem "eu quero ter boas notas, quero ser alguém".
Retorquindo: MEUS GRANDES ANORMAIS, "ALGUÉM" COMO VOCÊS DIZEM, SOMOS TODOS!!! Não é pelas notas ou pelos resultados de um ridículo teste de Q.I. que nos podemos proclamar inteligentes ou superiores... até porque a percentagem de matéria que aprendemos nos dias de hoje nos establecimentos de ensino possui um valor relativamente distante daquilo a que podemos chamar de Verdade.
Por exemplo, o exame nacional de História A, do 12º ano, do ano lectivo 2009/2010... A maneira garantida de ter positiva era pura e simplesmente "glorificar" as acções terroristas da NATO e em contrapartida difamar o Pacto de Varsóvia...
Pois bem meus senhores, será sensato considerar alguém inteligente se tudo o que sabe está gravado e decorado, se tudo o que aprendeu na escola o formatou ao ponto de ter a coragem de enaltecer uma organização criminosa?
A definição de "inteligente" é bastante relativa hoje em dia...
Consulte-mos um dicionário:
Inteligente:
adj. 2 gén. que compreende com facilidade; que raciocina; atilado; sensato.
Pensemos bem...Qual a diferença entre aquele que nada sabe e aquele que sabe muito, um intelectual, mas que tudo o que conhece sao mentiras?
Eis a minha opinião para quem quiser saber:
É PREFERÍVEL SER UM IGNORANTE A SABER MUITA COISA, MAS NO FUNDO TUDO ISSO SER MENTIRA.
Aaahhh...a escola...um paraíso...sem preocupações...sol de pouca dura, pois apenas os formatados, os eunucos, apenas esses terão um "brilhante" futuro á sua espera. E os outros? O que os espera?
Um emprego monótono, um salário reduzido, repressão sobre os direitos...desemprego...
Futuros refulgentes são para burgueses ou para aqueles que o ambicionam ser.
Aqueles que serão os nossos patrões; aqueles que decidirão se comemos ou passamos fome; se vivemos ou morremos...
E depois existem os senhores frustados:
os filósofos, os teóricos, os intelectuais...
Têm muita massa cizenta esses senhores...pena que todo esse conhecimento, todas essas teorias em nada melhorem o mundo!
Muitos vivem para aprender...aprendem algo novo a cada dia que passa...
Depois há aqueles que podem não saber muito...mas não necessitam de aprender mais.
O QUE É NECESSÁRIO NÃO É TER MUITO CONHECIMENTO!!! É SIM NECESSÁRIO FAZER USO DAQUILO QUE SABEMOS!!!
Pergunte-se ao senhor filósofo o que fez ele dos seus conhecimentos. Escreveu livros, formulou teorias...De que serviu isso? Para NADA...
Agora pergunte-se ao senhor carpinteiro o que fez ele dos seus limitados conhecimentos?
Ele dir-vos-á: Construi as paredes dentro das quais vives; levantei o chão que pisas; fabriquei a mesa onde escreves as tuas teorias; edifiquei a sociedade!!!
Aaaahhh escola...para que serves?
PARA NOS ENSINARES MENTIRAS; PARA CRIARES A NOVA GERAÇÃO DE EXPLORADORES E EXPLORADOS; PARA FUNDARES A SEGREGAÇÃO...
MAS TAMBÉM PARA APRENDERMOS QUE O NOSSO FUTURO SOMOS NÓS QUE O ESCOLHEMOS...
QUEIME-MOS OS LIVROS E OS MANUAIS !!! ELES DE NADA SERVEM !!!
POIS HOJE CAMARADAS EUNUCOS...HOJE, EDIFICAREMOS UM MUNDO EM QUE NÓS, AQUELES QUE POUCO CONHECEM, PÕEM EM PRÁTICA TUDO O QUE SABEM!!!
Podemos chamar-lhe um agente de socializaçao, um meio de domínio de técnicas, uma forma de adquirir cultura...ou como muitas vezes é apelidada: uma forma de subir na vida.
A sério, ás vezes só mesmo ao tiro...mete-me raiva aqueles que dizem "eu quero ter boas notas, quero ser alguém".
Retorquindo: MEUS GRANDES ANORMAIS, "ALGUÉM" COMO VOCÊS DIZEM, SOMOS TODOS!!! Não é pelas notas ou pelos resultados de um ridículo teste de Q.I. que nos podemos proclamar inteligentes ou superiores... até porque a percentagem de matéria que aprendemos nos dias de hoje nos establecimentos de ensino possui um valor relativamente distante daquilo a que podemos chamar de Verdade.
Por exemplo, o exame nacional de História A, do 12º ano, do ano lectivo 2009/2010... A maneira garantida de ter positiva era pura e simplesmente "glorificar" as acções terroristas da NATO e em contrapartida difamar o Pacto de Varsóvia...
Pois bem meus senhores, será sensato considerar alguém inteligente se tudo o que sabe está gravado e decorado, se tudo o que aprendeu na escola o formatou ao ponto de ter a coragem de enaltecer uma organização criminosa?
A definição de "inteligente" é bastante relativa hoje em dia...
Consulte-mos um dicionário:
Inteligente:
adj. 2 gén. que compreende com facilidade; que raciocina; atilado; sensato.
Pensemos bem...Qual a diferença entre aquele que nada sabe e aquele que sabe muito, um intelectual, mas que tudo o que conhece sao mentiras?
Eis a minha opinião para quem quiser saber:
É PREFERÍVEL SER UM IGNORANTE A SABER MUITA COISA, MAS NO FUNDO TUDO ISSO SER MENTIRA.
Aaahhh...a escola...um paraíso...sem preocupações...sol de pouca dura, pois apenas os formatados, os eunucos, apenas esses terão um "brilhante" futuro á sua espera. E os outros? O que os espera?
Um emprego monótono, um salário reduzido, repressão sobre os direitos...desemprego...
Futuros refulgentes são para burgueses ou para aqueles que o ambicionam ser.
Aqueles que serão os nossos patrões; aqueles que decidirão se comemos ou passamos fome; se vivemos ou morremos...
E depois existem os senhores frustados:
os filósofos, os teóricos, os intelectuais...
Têm muita massa cizenta esses senhores...pena que todo esse conhecimento, todas essas teorias em nada melhorem o mundo!
Muitos vivem para aprender...aprendem algo novo a cada dia que passa...
Depois há aqueles que podem não saber muito...mas não necessitam de aprender mais.
O QUE É NECESSÁRIO NÃO É TER MUITO CONHECIMENTO!!! É SIM NECESSÁRIO FAZER USO DAQUILO QUE SABEMOS!!!
Pergunte-se ao senhor filósofo o que fez ele dos seus conhecimentos. Escreveu livros, formulou teorias...De que serviu isso? Para NADA...
Agora pergunte-se ao senhor carpinteiro o que fez ele dos seus limitados conhecimentos?
Ele dir-vos-á: Construi as paredes dentro das quais vives; levantei o chão que pisas; fabriquei a mesa onde escreves as tuas teorias; edifiquei a sociedade!!!
Aaaahhh escola...para que serves?
PARA NOS ENSINARES MENTIRAS; PARA CRIARES A NOVA GERAÇÃO DE EXPLORADORES E EXPLORADOS; PARA FUNDARES A SEGREGAÇÃO...
MAS TAMBÉM PARA APRENDERMOS QUE O NOSSO FUTURO SOMOS NÓS QUE O ESCOLHEMOS...
QUEIME-MOS OS LIVROS E OS MANUAIS !!! ELES DE NADA SERVEM !!!
POIS HOJE CAMARADAS EUNUCOS...HOJE, EDIFICAREMOS UM MUNDO EM QUE NÓS, AQUELES QUE POUCO CONHECEM, PÕEM EM PRÁTICA TUDO O QUE SABEM!!!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Declaração
Eu sinto-me feliz...porque te conheci. Quando uns amigos te apresentaram acho que foi amor á primeira vista. Nunca me tinha sentido tão bem na minha vida, ajudaste-me a ser feliz...
Encontrava-me contigo uma vez por semana, por vezes mais...algumas pessoas diziam: "Deixa-a de vez, ela só te vai fazer mal..."- mas nunca liguei; porque sei que no mundo existm coisas bem piores e a tua permanência na minha vida é uma forma de fugir a esses demónios obscuros e ás coisas más que existem no mundo.
O teu cheiro irresistível, os teus cristais que reluziam enaltecendo a tua cor de esperança, e a tua sensação de traquilidade...nunca te vou largar.
Sei que os nossos breves encontros me esvaziam sempre os bolsos, mas vale a pena para eu me sentir feliz... Acho que a felicidade é um vício, algo que tu me podes dar...
Amo-te...marijuana...
Encontrava-me contigo uma vez por semana, por vezes mais...algumas pessoas diziam: "Deixa-a de vez, ela só te vai fazer mal..."- mas nunca liguei; porque sei que no mundo existm coisas bem piores e a tua permanência na minha vida é uma forma de fugir a esses demónios obscuros e ás coisas más que existem no mundo.
O teu cheiro irresistível, os teus cristais que reluziam enaltecendo a tua cor de esperança, e a tua sensação de traquilidade...nunca te vou largar.
Sei que os nossos breves encontros me esvaziam sempre os bolsos, mas vale a pena para eu me sentir feliz... Acho que a felicidade é um vício, algo que tu me podes dar...
Amo-te...marijuana...
domingo, 8 de agosto de 2010
Há dias assim...
"Hoje acordei, fiquei a olhar para o tecto a meditar, a tentar encontrar paz interior...quando olho para o relógio e vejo que são 9h15, num dia de aulas em que supostamente entraria às 8h10. Levantei-me, fui para o banho very fast mas não saía água quente..."pah, que se lixe"- tomei banho de água fria. Quando ia sair da banheira fiquei preso na corrente do chuveiro, caí para o chão a levar com a água do chuveiro ainda ligado na cara...e como se não bastasse tive de limpar o chão que ficou todo molhado. Abri o frigorífico para ver o que havia para comer.-"pah, o fiambre 'tá fora de prazo, mas caga"- e comi aquilo. Lavar os dentes e bazar.
-"Pah,10 minutos e o autocarro nunca mais vem."
-"Hoje é greve geral dos transportes, filho" -disse-me uma velha.
Tive de ir a pé para a escola, a meio de Fevereiro num dia de chuva e de frio. Ia a meio do caminho quando vi que me tinha esquecido da mala em casa..."'tou fdd, pah" - Lá tive de voltar a casa. "Pah, tenho as chaves de casa na mala...olha peço as cenas emprestadas a alguém..."
Cheguei á escola ás 10h30, no segundo tempo em que era aula de português.
"Onde é que tens o teu material?"- perguntou a stora. Expliquei-lhe o que tinha acontecido mas ela disse-me para sair. "Pah, um gajo aqui a esforçar-se para vir ás aulas e depois não o deixam entrar...". Fui ao bar da escola, mas o sistema informático estava com problemas e não podia comer; filhos da ****, era já uma manif...mas comecei a ficar mal disposto á pala do fiambre que estava estragado. Nem deu tempo de ir ao WC, greguei-me mesmo ali. "Agora vais tu limpar" - disse-me a mulher da limpeza. "'tá-se bem"- e limpei aquela merda.
Toca para o intervalo e um bro da minha turma pergunta-me se estudei para o teste de físico-química. "WHAT!!! Vai haver teste?! 'Tou fdd, esqueci-me". Pah, fiz o teste...ou melhor, escrevi o nome e preenchi o cabeçalho. "Pah, ainda posso passar a porra do ano". Hora de almoço, a minha namorada vem falar comigo e diz que quer dar um tempo; "'tá-se bem". Vou para casa a pé. Já tenho gente em casa. "O que é o almoço?"-favas!...epah, não me 'tá a apetecer gregar again, caga lá nisso. Batem á porta...testemunhas de Jeová, p***s das velhas. Abro a porta com um sorriso hipócrita na cara. Dão-me uma seca de 20 minutos; "pah, 'tá-se bem, Deus é o maior já percebi, Jesus é um gajo bué curtido e os comunas são uns demónios, 'tá-se bem". 15h05, entro ás 15h15 e ainda tenho de ir a pé. Cheguei atrasado a inglês. A stora dá-me o teste...tive uma nega mesmo baixa... "já 'tou fdd nesta também, já vão duas chumbadas...tá-se bem". Pah, como a aula estava a ser bué interessante e a correcção do teste muito educativa, adormeci. "Está a dormir?! Tem falta disciplinar. Vá para a rua dormir!"- disse a velha. Ok bro, assim saio mais cedo. Começa a chover pa caraças...cheguei a casa meio constipado. Vou ver o jogo do Vitória de Setúbal...e estão a perder 3-0..."tenho de mudar de clube, as não para o Benfica que é o clube dos carochos."
O jantar foi uma merda, fiquei sem Internet...que se lixe.
-"Pah, que dia do c*r*lho, mesmo para esquecer".
Solução: fui ter com os bros, fumei umas ganzas e esqueci, que amanhã é outro dia.
-"Pah,10 minutos e o autocarro nunca mais vem."
-"Hoje é greve geral dos transportes, filho" -disse-me uma velha.
Tive de ir a pé para a escola, a meio de Fevereiro num dia de chuva e de frio. Ia a meio do caminho quando vi que me tinha esquecido da mala em casa..."'tou fdd, pah" - Lá tive de voltar a casa. "Pah, tenho as chaves de casa na mala...olha peço as cenas emprestadas a alguém..."
Cheguei á escola ás 10h30, no segundo tempo em que era aula de português.
"Onde é que tens o teu material?"- perguntou a stora. Expliquei-lhe o que tinha acontecido mas ela disse-me para sair. "Pah, um gajo aqui a esforçar-se para vir ás aulas e depois não o deixam entrar...". Fui ao bar da escola, mas o sistema informático estava com problemas e não podia comer; filhos da ****, era já uma manif...mas comecei a ficar mal disposto á pala do fiambre que estava estragado. Nem deu tempo de ir ao WC, greguei-me mesmo ali. "Agora vais tu limpar" - disse-me a mulher da limpeza. "'tá-se bem"- e limpei aquela merda.
Toca para o intervalo e um bro da minha turma pergunta-me se estudei para o teste de físico-química. "WHAT!!! Vai haver teste?! 'Tou fdd, esqueci-me". Pah, fiz o teste...ou melhor, escrevi o nome e preenchi o cabeçalho. "Pah, ainda posso passar a porra do ano". Hora de almoço, a minha namorada vem falar comigo e diz que quer dar um tempo; "'tá-se bem". Vou para casa a pé. Já tenho gente em casa. "O que é o almoço?"-favas!...epah, não me 'tá a apetecer gregar again, caga lá nisso. Batem á porta...testemunhas de Jeová, p***s das velhas. Abro a porta com um sorriso hipócrita na cara. Dão-me uma seca de 20 minutos; "pah, 'tá-se bem, Deus é o maior já percebi, Jesus é um gajo bué curtido e os comunas são uns demónios, 'tá-se bem". 15h05, entro ás 15h15 e ainda tenho de ir a pé. Cheguei atrasado a inglês. A stora dá-me o teste...tive uma nega mesmo baixa... "já 'tou fdd nesta também, já vão duas chumbadas...tá-se bem". Pah, como a aula estava a ser bué interessante e a correcção do teste muito educativa, adormeci. "Está a dormir?! Tem falta disciplinar. Vá para a rua dormir!"- disse a velha. Ok bro, assim saio mais cedo. Começa a chover pa caraças...cheguei a casa meio constipado. Vou ver o jogo do Vitória de Setúbal...e estão a perder 3-0..."tenho de mudar de clube, as não para o Benfica que é o clube dos carochos."
O jantar foi uma merda, fiquei sem Internet...que se lixe.
-"Pah, que dia do c*r*lho, mesmo para esquecer".
Solução: fui ter com os bros, fumei umas ganzas e esqueci, que amanhã é outro dia.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Operário em Construção
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu emalto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que a sua marmita
Era o prato do patrão
Que a sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se de súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras se seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca da sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
Vinicius de Moraes
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A Arte de Construir
O toque rugoso e brusco; a imagem do trabalho; mil palavras transmitidas num só gesto...
A Mão: a representação da arte, do ofício, da concepção material...
Mais de que um simples acessório para o ser humano, foi das mãos de milhares de homens que se ergueram civilizações, que se fizeram revoluções, que nasceram todas as estruturas, que se criou o mundo moderno.
A Mão: um tributo á criação.
Mas não podemos dizer que todas as mãos são iguais...longe disso. Não basta ter cinco dedos, unhas, impressões digitais... as mãos distinguem-se por aquilo que já conceberam. Podemos facilmente distinguir uma mão macia de uma mão rude, uma mão fraca e debilitada pela inércia de uma mão forte e resistente resultante do trabalho, uma mão incapacitada pelo vício de uma mão construtiva, de uma mão operária.
A mão incapacitada pelo vício, a mão pecaminosa, a mão amaciada pelo toque nos frutos do trabalho da mão operária...essa mão que de nada serve, inútil, incapacitada, bem que poderia ser decepada pois não faria diferença nenhuma. Essa mão não passa de um acessório para aquele que a possui. Com ela esse indíviduo nada realiza, nada constrói.
Falam esses "manetas" de ética e moral, de pensamentos coerentes, de teorias... Teorias não passam disso mesmo. De que serve formá-las se não têm intenção de as conceber, de as por em prática?! Falam demais, realizam pouco. No fim acabam por perceber que não são apenas as suas mãos que estão "decepadas" mas que também a sua consciência lhes foi tirada há muito tempo.
A mão operária, rude e severa, escrava do trabalho... Dirão os filósofos, os eruditos, os grandes pensadores que essa mão pertence a eunucos, a dementes, a asnos...
Mas a realidade é adversa, completamente diferente da concepção literária dos teóricos, porque enquanto eles apenas formulam teorias e dicutem ideias, enquanto as suas mãos estão incapacitadas, as mãos dos operários materializam e põem em prática ideias.
Esses intelectuais pensam muito e nada fazem...mas um operário: esse pensa com as mãos.
A Mão: a representação da arte, do ofício, da concepção material...
Mais de que um simples acessório para o ser humano, foi das mãos de milhares de homens que se ergueram civilizações, que se fizeram revoluções, que nasceram todas as estruturas, que se criou o mundo moderno.
A Mão: um tributo á criação.
Mas não podemos dizer que todas as mãos são iguais...longe disso. Não basta ter cinco dedos, unhas, impressões digitais... as mãos distinguem-se por aquilo que já conceberam. Podemos facilmente distinguir uma mão macia de uma mão rude, uma mão fraca e debilitada pela inércia de uma mão forte e resistente resultante do trabalho, uma mão incapacitada pelo vício de uma mão construtiva, de uma mão operária.
A mão incapacitada pelo vício, a mão pecaminosa, a mão amaciada pelo toque nos frutos do trabalho da mão operária...essa mão que de nada serve, inútil, incapacitada, bem que poderia ser decepada pois não faria diferença nenhuma. Essa mão não passa de um acessório para aquele que a possui. Com ela esse indíviduo nada realiza, nada constrói.
Falam esses "manetas" de ética e moral, de pensamentos coerentes, de teorias... Teorias não passam disso mesmo. De que serve formá-las se não têm intenção de as conceber, de as por em prática?! Falam demais, realizam pouco. No fim acabam por perceber que não são apenas as suas mãos que estão "decepadas" mas que também a sua consciência lhes foi tirada há muito tempo.
A mão operária, rude e severa, escrava do trabalho... Dirão os filósofos, os eruditos, os grandes pensadores que essa mão pertence a eunucos, a dementes, a asnos...
Mas a realidade é adversa, completamente diferente da concepção literária dos teóricos, porque enquanto eles apenas formulam teorias e dicutem ideias, enquanto as suas mãos estão incapacitadas, as mãos dos operários materializam e põem em prática ideias.
Esses intelectuais pensam muito e nada fazem...mas um operário: esse pensa com as mãos.
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