Falava o Historiador com o "Idealista" sobre os métodos pelos quais se alcançaram mudanças e se fizeram revoluções.
O Historiador na sua retórica baseada em "factos" aponta o dedo o "Idealista" afirmando com toda a convicção:
- Foi o devaneio dos loucos idealistas que suportam todas essas utopias que manchou as Eras e os Séculos de sangue e massacres. Foram essas revoluções extremistas que limitaram a Declaração dos Direitos Universais do Homem. Os loucos idealistas são a escória difamadora de toda a intemporalidade histórica!
E o "Idealista" retorquindo:
-Pois caro senhor, mas foram essas utopias materializadas que lhe deram a profissão que o senhor exerce. E se elevais o "idealismo" dos "loucos" ao patamar de tragédia então sois um dramaturgo, porque toda a História foi construída por esses "sonhadores", e esses ideias de Liberdade e Igualdade que tanto enalteceis dos Direitos da Humanidade apenas foram conquistados sob a égide dessa "loucura" que tanto descriminais e da qual escarneces.
Respondendo o Historiador na sua arrogância de "sábio" e consciente dos factos:
- Então deixe-me refutar o seu argumento com uma pergunta pertinente: É legítimo exterminar inocentes da face da Terra para obter as tão desejadas revoluções sociais?
O "Idealista":
- Meu senhor, essa sua questão apresenta várias falhas, tanto éticas como históricas. Primeiramente, podemos colocar essa hipótese de "extermínio". É um facto que em revoluções de "loucos" como o senhor os apelida tenham existido mortes, mas não aniquilações massivas. Pode dar o exemplo dos fuzilamentos da Revolução Cubana; dos "crimes" de Robespierre, Marat e dos sans-culottes; da ditadura da Coreia do Norte... Mas deixe-me perguntar-lhe: Qual é a legitimidade do embargo norte-americano a Cuba? E onde está a justiça na Sociedade de Ordens da França do século XVIII? Para não falar da escravatura no antigo Império da Coreia e da posterior anexação pelo Japão...
Morreram uns milhares para que existissem revoluções e para existir supremacia da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade...mas antes disso o senhor nem os manuais de História fazem qualquer referência aos milhões de pessoas que o Capitalismo e os regimes ditos "liberais" e "democráticos" mataram á fome!
O senhor Historiador convicto nos seus "factos" históricos:
-É esta a beleza da História. Não podemos falar em "certo" ou "errado", "bem" ou "mal"... Mas o que também é um facto é que neste Mundo Contemporâneo, no Ocidente existem melhores condições de vida e são respeitados os Direitos Humanos. Nos regimes democráticos actuais existe Justiça e Igualdade nos direitos e deveres... São estes ideias republicanos e democráticos que mais se aproximam da perfeição.
Enquanto os idealismos sempre se revelaram uma utopia. Apenas deram passos atrás e degradaram a Humanidade.
O "Idealista", cansado de tais blasfémias:
-Sabe meu senhor...o conformismo sempre foi um mal comum aos ocidentais, infelizmente. Mas os conformistas...esses apenas não encontraram ainda a tão desejada emancipação política. Mas os "Contadores de Factos" como o senhor sabem muito bem aquilo ao que chamam de "Utopia" e "Idealismos" são bem possíveis, e assim lhe chamam para assegurar os vossos interesses! Vou repetir as minhas palavras anteriores: SE A LUTA PELA LIBERDADE E PELA IGUALDADE DOS POVOS SÃO UMA TRAGÉDIA, ENTÃO OS HISTORIADORES NÃO PASSAM DE DRAMATURGOS!!! Porque a História está alicerçada na luta pela emancipação dos povos e pela procura d'O Mundo Livre e Justo!!!
O Historiador abre a boca para mais uma vez blasfemar.
O "Idealista" que afinal era um lunático realista levantou-se, tirou da sua jaqueta a Glock e aniquilou o Historiador com 3 tiros:
-Este pela Verdade! Este pela Revolução! E este...simplesmente porque sou maluco e porque o senhor não merece morrer, mas eu já estava farto da conversa.
(baseado em parte no Manifesto do Lunatismo e na minha grande e espectacular ideologia)
I'm Happy
terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Sonhar a Cores
Dizem que sonhamos sempre a preto e branco, mas sonhar a cores neutras torna o próprio sonho neutro e tira-lhe toda a sua vitalidade e essência. Sonhar sem cores não é sonhar, é exercer o poder da mente sobre a monotonia da memória encarcerada no subconsciente oprimido pela banalidade consciente.
Até os chamados pesadelos, independentemente dos seus efeitos obscuros, não são sonhados a preto e branco: no mínimo são uma espécie de film-noir, com os seus efeitos decadentes relembrando a Depressão, mas sempre com a cor explícita dos lábios vermelhos da vampiresa escorrendo sangue escarlate no seu poderio e magia; o tom amarelado da luz da Lua, o guia nas trevas; o azul-turquesa nos olhos da condessa que nos absorve a energia fitando-nos penetrantemente... porque até os pesadelos suportam um pouco de cor.
Não é possível sonhar a preto e branco, porque é dos sonhos que nasce a vida, e em toda a decadência e nostalgia que nela possam existir irá sempre manifestar-se uma réstia de esperança e de cor. O sonho comanda a vida e nós sonhamos a Liberdade a cores.
Até os chamados pesadelos, independentemente dos seus efeitos obscuros, não são sonhados a preto e branco: no mínimo são uma espécie de film-noir, com os seus efeitos decadentes relembrando a Depressão, mas sempre com a cor explícita dos lábios vermelhos da vampiresa escorrendo sangue escarlate no seu poderio e magia; o tom amarelado da luz da Lua, o guia nas trevas; o azul-turquesa nos olhos da condessa que nos absorve a energia fitando-nos penetrantemente... porque até os pesadelos suportam um pouco de cor.
Não é possível sonhar a preto e branco, porque é dos sonhos que nasce a vida, e em toda a decadência e nostalgia que nela possam existir irá sempre manifestar-se uma réstia de esperança e de cor. O sonho comanda a vida e nós sonhamos a Liberdade a cores.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Tentativa de caligrama (1ª)
O velho acordou. Os aforismos que nasceram na cripta iluminada pela sabedoria do concrito eremita metamorfosearam-se mais ainda em pensamentos isolados do povo néscio e da restante escória obtusa. O eremita, indignado por tal indigência da razão dos comuns, voltou ao seu eremitério. O mundo continuou inócuo na sua estupidez.
segunda-feira, 21 de março de 2011
A metamorfose da Palavra
Palavras nunca foram acções. A hegemonia dos conceitos do Bem, da Justiça, da Liberdade, da Perfeição, da Virtude, do Correcto e de Deus sempre esteve em causa.
Porquê? Porque as palavras suportam mais que o simples propósito descritivo da matéria e do espírito, do pensamento e da acção. Significam mais que conceitos históricos perdidos nas enciclopédias; mais que sinónimos e antónimos inúteis na prática; mais que verbos não materializados, errantes no mundo em que tudo nas palavras cessa. Os pensamentos findam na palavra.
As acções desculpam-se por palavras, tal como se glorificam com palavras. Mas jamais palavra alguma criou uma acção, tal como nunca essa acção derivou do verdadeiro pensamento do pensador. As palavras são pura teatralização do universo humano. As palavras proferidas por qualquer homem ou mulher visam apenas um único fim – a personificação do desejo.
Fala Saramago em palavras boas. Bondade humana é trivial hipocrisia. As palavras pedem desculpa. As desculpas são mentiras para esconder a verdade revelada. As palavras que acariciam servem para satisfazer a luxúria. Mas as palavras que são más, que ofendem e que queimam…essas são a pura Verdade do ser humano. O conceito de palavra é primário e elementar…palavra é Mentira, é Egoísmo, é todo o Mal que emana do Homem.
O Homem que pensa, fala e depois não faz. Saramago diz que “as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem”. As palavras seriam boas se fossem feitas para pensar e não feitas por pensamentos. É esse o grande dilema, as pessoas transmitem por palavras pensamentos demasiado pensados e acabam por não fazer o que pensam, por dizer o que não fazem, por fazer o que não dizem, por pensar e não dizer e fazer sem pensar, e persuadem os outros com as suas palavras induzindo-se a eles próprios no erro. E mesmo os convictos (que sempre foram raros) suportam aquele temor do Julgamento das multidões. Aquele que fala para o público pensando na verdade e na sua crença acaba sempre por se enredar nos seus argumentos perante os olhares recriminadores da sociedade. É suspeita a oratória contemporânea. O bom orador, aquele que sabe argumentar não tem de ter retórica nem tem de falar calmamente : tem de ser convicto nas palavras expelindo com estas toda a sua raiva, porque o que leva á prática não é o bem-falar, nem mesmo a razão que os argumentos sustentam – é o sentimento que elas transmitem.
Palavras más muitas vezes suportam razão. Devemos ofender os injustos, “queimar” os bárbaros e revelar verdades inconvenientes. É necessário censurar aqueles que falam demais e nada dizem. Oprimir aqueles que usam a liberdade de expressão para silenciar a verdade e enaltecer os seus interesses obtusos. É urgente a Verdade subir ao trono. É necessária a metamorfose das palavras em acções. É essencial criar uma nova Ordem – falar para pensar e depois actuar sob a égide do pensamento. Que se faça silêncio se necessário. Que brotem dele as fecundas palavras da Justiça, da Liberdade e da Verdade. Queimem o joio e ceifem o trigo, porque apenas o trigo dará o tão necessário pão; condenem as más palavras e exaltem as boas, porque apenas elas salvarão a Humanidade da decadência e do Inferno da Mentira.
Porquê? Porque as palavras suportam mais que o simples propósito descritivo da matéria e do espírito, do pensamento e da acção. Significam mais que conceitos históricos perdidos nas enciclopédias; mais que sinónimos e antónimos inúteis na prática; mais que verbos não materializados, errantes no mundo em que tudo nas palavras cessa. Os pensamentos findam na palavra.
As acções desculpam-se por palavras, tal como se glorificam com palavras. Mas jamais palavra alguma criou uma acção, tal como nunca essa acção derivou do verdadeiro pensamento do pensador. As palavras são pura teatralização do universo humano. As palavras proferidas por qualquer homem ou mulher visam apenas um único fim – a personificação do desejo.
Fala Saramago em palavras boas. Bondade humana é trivial hipocrisia. As palavras pedem desculpa. As desculpas são mentiras para esconder a verdade revelada. As palavras que acariciam servem para satisfazer a luxúria. Mas as palavras que são más, que ofendem e que queimam…essas são a pura Verdade do ser humano. O conceito de palavra é primário e elementar…palavra é Mentira, é Egoísmo, é todo o Mal que emana do Homem.
O Homem que pensa, fala e depois não faz. Saramago diz que “as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem”. As palavras seriam boas se fossem feitas para pensar e não feitas por pensamentos. É esse o grande dilema, as pessoas transmitem por palavras pensamentos demasiado pensados e acabam por não fazer o que pensam, por dizer o que não fazem, por fazer o que não dizem, por pensar e não dizer e fazer sem pensar, e persuadem os outros com as suas palavras induzindo-se a eles próprios no erro. E mesmo os convictos (que sempre foram raros) suportam aquele temor do Julgamento das multidões. Aquele que fala para o público pensando na verdade e na sua crença acaba sempre por se enredar nos seus argumentos perante os olhares recriminadores da sociedade. É suspeita a oratória contemporânea. O bom orador, aquele que sabe argumentar não tem de ter retórica nem tem de falar calmamente : tem de ser convicto nas palavras expelindo com estas toda a sua raiva, porque o que leva á prática não é o bem-falar, nem mesmo a razão que os argumentos sustentam – é o sentimento que elas transmitem.
Palavras más muitas vezes suportam razão. Devemos ofender os injustos, “queimar” os bárbaros e revelar verdades inconvenientes. É necessário censurar aqueles que falam demais e nada dizem. Oprimir aqueles que usam a liberdade de expressão para silenciar a verdade e enaltecer os seus interesses obtusos. É urgente a Verdade subir ao trono. É necessária a metamorfose das palavras em acções. É essencial criar uma nova Ordem – falar para pensar e depois actuar sob a égide do pensamento. Que se faça silêncio se necessário. Que brotem dele as fecundas palavras da Justiça, da Liberdade e da Verdade. Queimem o joio e ceifem o trigo, porque apenas o trigo dará o tão necessário pão; condenem as más palavras e exaltem as boas, porque apenas elas salvarão a Humanidade da decadência e do Inferno da Mentira.
quarta-feira, 9 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Resposta ao senhor João Gusmão relativamente ao subjectivo que afinal não era
"Deus está morto !!!", ou pelo menos espero bem que esteja, confiando nas asserções do senhor Nietzsche.
A verdade é que a Humanidade é o "objecto" mais imperfeito alguma vez criado pelo senhor Deus, e este morreu deixando ao cuidado da Mãe Natureza o Diabo em pessoa (literalmente em pessoa).
Lá para os confins da subconsciência mundana; nas trevas em que não existe uma ínfima luz, nem aquela ténue luz da Lua; lá para os caminhos que não estão nos mapas nem em cartas astrais conhecidas pelos mortais está a razão pela qual o senhor Deus ou quem quer que seja deu existência a esta raça funesta e atroz.
Criou aurora e crepúsculo; terra e mar; acções e argumentos...
Depois criou o Homem: que denegriu a alvorada e tornou mais clara a noite com artifícios luminosos; que penetrou a terra e conspurcou o mar; que destruiu e suprimiu as demais criações e das palavras fez mentiras.
A Humanidade não tem lógica, nem a lógica tem lógica porque foi o Homem que a criou.Nada daquilo que é humano faz sentido, e não me reduzo ao primitivismo, mas a razão no limite da lógica que encontrou o senhor Nietzsche...é bastante louvável para um mero mortal. Assim falava Zaratustra e com toda a razão humana e divina quando diz que "outrora fôsteis macacos, e mesmo no presente, o homem é mais macaco que qualquer macaco".
Queimem a extensa obra de Darwin, é uma verdade inconveniente para o Criacionismo mas é ao mesmo tempo uma mentira para a humanidade. O Homem não descende dos macacos; os macacos descendem do Homem - o macaco, esse rudimentar primata, feita a analogia chegamos ao consenso dos consensos:
Se o Homem é aquilo que é, então o macaco é um Super-Homem !!!
Eu sou humano caro senhor...e como tal não gosto de ter culpa...mas também odeio.
E não quero admitir a minha culpa de odiar!!! Não fui eu quem abriu a Caixa de Pandora, e muito menos eu quem a criou. Os Helénicos chamaram Zeus ao criador e a ele lhe chamo Deus (ou chamava se não estivesse morto). Foi este quem inventou a Culpa e esta lhe é atribuída pela deformação da Humanidade.
A Humanidade é um aborto que não morreu!!!
Diana teve pena do nosso ser inacabado e nos acolheu no seu paraíso (que infernalizámos)!!!
Nós vivemos pela misericórdia e piedade dos Deuses...Mas o Deus pai morreu...e nós prosperamos nas trevas.De quem é a culpa? Do Morto que nos criou...
Se Deus existe eu odeio-o; se não existe odeio a Humanidade.
Mas Deus está morto e assumiu a sua culpa...afinal Deus era o mortal dos imortais, e talvez não tivesse culpa porque os mortais são pecaminosos...e Deus era mortal.
Sucumbiu perante a sua natureza e criou o Homem - o seu maior pecado.
Pecado dos pecados é suportar o ódio e manter-se céptico á Fé.
Se tiver fé em Deus tenho fé em mim, pois hoje sou mortal e quando amanhã morrer morrerei por mim e pelos meus irmãos, pois não foi Deus Homem quem criou o Ódio, esse é obra de sua natureza pecaminosa.
Deus está morto; a Humanidade continua bem viva. Nós somos o seu legado, seus filhos...
Somos o novo Deus, ignorante e subjectivo neste mundo. Somos a Lilith do Éden e nos auto-consumimos.
Mas a realidade presente é relativa, e enquanto houver Fé, existirá esperança quanto ao extermínio do Ódio.
Se aceitar um Deus for remédio santo para combater o demónio do Ódio...pois eu sou crente.
(mais iluminado quanto ao subjectivo senhor Gusmão?)
A verdade é que a Humanidade é o "objecto" mais imperfeito alguma vez criado pelo senhor Deus, e este morreu deixando ao cuidado da Mãe Natureza o Diabo em pessoa (literalmente em pessoa).
Lá para os confins da subconsciência mundana; nas trevas em que não existe uma ínfima luz, nem aquela ténue luz da Lua; lá para os caminhos que não estão nos mapas nem em cartas astrais conhecidas pelos mortais está a razão pela qual o senhor Deus ou quem quer que seja deu existência a esta raça funesta e atroz.
Criou aurora e crepúsculo; terra e mar; acções e argumentos...
Depois criou o Homem: que denegriu a alvorada e tornou mais clara a noite com artifícios luminosos; que penetrou a terra e conspurcou o mar; que destruiu e suprimiu as demais criações e das palavras fez mentiras.
A Humanidade não tem lógica, nem a lógica tem lógica porque foi o Homem que a criou.Nada daquilo que é humano faz sentido, e não me reduzo ao primitivismo, mas a razão no limite da lógica que encontrou o senhor Nietzsche...é bastante louvável para um mero mortal. Assim falava Zaratustra e com toda a razão humana e divina quando diz que "outrora fôsteis macacos, e mesmo no presente, o homem é mais macaco que qualquer macaco".
Queimem a extensa obra de Darwin, é uma verdade inconveniente para o Criacionismo mas é ao mesmo tempo uma mentira para a humanidade. O Homem não descende dos macacos; os macacos descendem do Homem - o macaco, esse rudimentar primata, feita a analogia chegamos ao consenso dos consensos:
Se o Homem é aquilo que é, então o macaco é um Super-Homem !!!
Eu sou humano caro senhor...e como tal não gosto de ter culpa...mas também odeio.
E não quero admitir a minha culpa de odiar!!! Não fui eu quem abriu a Caixa de Pandora, e muito menos eu quem a criou. Os Helénicos chamaram Zeus ao criador e a ele lhe chamo Deus (ou chamava se não estivesse morto). Foi este quem inventou a Culpa e esta lhe é atribuída pela deformação da Humanidade.
A Humanidade é um aborto que não morreu!!!
Diana teve pena do nosso ser inacabado e nos acolheu no seu paraíso (que infernalizámos)!!!
Nós vivemos pela misericórdia e piedade dos Deuses...Mas o Deus pai morreu...e nós prosperamos nas trevas.De quem é a culpa? Do Morto que nos criou...
Se Deus existe eu odeio-o; se não existe odeio a Humanidade.
Mas Deus está morto e assumiu a sua culpa...afinal Deus era o mortal dos imortais, e talvez não tivesse culpa porque os mortais são pecaminosos...e Deus era mortal.
Sucumbiu perante a sua natureza e criou o Homem - o seu maior pecado.
Pecado dos pecados é suportar o ódio e manter-se céptico á Fé.
Se tiver fé em Deus tenho fé em mim, pois hoje sou mortal e quando amanhã morrer morrerei por mim e pelos meus irmãos, pois não foi Deus Homem quem criou o Ódio, esse é obra de sua natureza pecaminosa.
Deus está morto; a Humanidade continua bem viva. Nós somos o seu legado, seus filhos...
Somos o novo Deus, ignorante e subjectivo neste mundo. Somos a Lilith do Éden e nos auto-consumimos.
Mas a realidade presente é relativa, e enquanto houver Fé, existirá esperança quanto ao extermínio do Ódio.
Se aceitar um Deus for remédio santo para combater o demónio do Ódio...pois eu sou crente.
(mais iluminado quanto ao subjectivo senhor Gusmão?)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
A única Igreja que ilumina é a Igreja que arde !!! - Kropotkin
O pastor cria as ovelhas; alimenta-as; leva-as a pastar...
Depois tira-lhes a lã (deixa-as nuas); mata-as e come a sua carne.
O pastor é o padre, o clero e todas as Igrejas...
As ovelhas somos nós - os crentes - o seu sustento.
O que Deus nos "deu" os padres nos tiraram.
Depois tira-lhes a lã (deixa-as nuas); mata-as e come a sua carne.
O pastor é o padre, o clero e todas as Igrejas...
As ovelhas somos nós - os crentes - o seu sustento.
O que Deus nos "deu" os padres nos tiraram.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Manifesto do Lunatismo
Para ser pombo é fundamental ter reacção, não basta saber voar.
Eu sei voar porque o meu céu é o chão (limitado).
A natureza do pensamento é singular e forasteira á razão (razão e raciocínio não são pensamentos),
pensar é teorizar - criar métodos não é coisa de lunático... mas o lunático pensa.
Ser lunático é como ser um filósofo, pensar do nada, mas pensar muito.
Dia da Discórdia:
Pensar mas nada dizer ou nada pensar mas tudo dizer?
De que serve pensar sem nada dizer?
Qual a finalidade de conservar pensamentos?
O Guardador de Pensamentos é o mísero avarento da sociedade.
Então e o que chamar ao Distribuidor de Palavras?
Simples - Lunático.
O "nada" é relativo. O "nada" não existe, porque nada é impossível... nem uma aglutinação da razão com o lunatismo...
O avaro mental não partilha pensamentos e soluções - ladrão de palavras!!!
O lunático pensa relativamente...um pensamento quase que nada pensado... e desse "nada" pensado fala palavras - dá aos "racionalistas" motivos para pensar.
A razão é por vezes muda e surda; tal como os racionalistas, filósofos, teóricos, professores, matemáticos, cientistas, políticos e afins...
Chega a um ponto em que a razão é tanta que se perde nela mesma, no seu significado e na sua razão de existência... e eles acabam por falar sozinhos.
Um lunático nunca fala sozinho.
Um lunático é geralmente confundido com o homem embriagado, com o psicopata, com o parvo e com outros "exilados" da sociedade racionalista (falsificada).
O lunático não dá apenas motivos aos outros para pensar.
O lunático no seu "nada" universal também pensa as palavras.
O lunático nunca fala sozinho, porque mesmo que fale para o ar, mesmo que ninguém esteja á sua volta, mesmo que esteja sozinho no vácuo... ele dirá palavras e ele mesmo escutará o que disse...
Fala! - Pátria;
Pensa! - Divisão.
Fala! - Religião;
Pensa! - Conveniência.
Fala! - Família;
Pensa! - Natureza, Palavra e Destruição.
Subversão da mente, do espírito, da alma.
A Mãe Natureza criou-nos com o dom de pensar... deu a uns o destino de pensar e a outros o de criar. Injustiça divina!!!
Sou lunático, não tenho razão mas penso um "nada" importante - penso.
Sou lunático, falo comigo mesmo - falo para pensar.
Sou lunático, não penso para criar, no entanto sou criativo - só penso para destruir.
É urgente construir. A destruição é criatividade.
Sou criativo quando não penso. Sou criativo quando penso.
Sou bipolar? Não sou lunático - inconformista, anarquista nas palavras, criativo nos pensamentos.
Não penso quando a necessidade urge, penso quando quero.
A Liberdade é um atributo da Criadora - sou livre de ser livre; sou livre de pensar; sou livre de criar; sou livre de voar... mas não sou livre para pensar e depois falar.
Porquê?
Não sei... ou não quero saber... ou então quero... mas não sei... apenas sei que não sei... ou então já sei mas não quero dizer... mas não sei se sei... então quem sabe?
Eu. Quem sou eu? Sou ninguém; sou alguém. Sou um lunático - aquele que fala para pensar.
Eu sou um pombo, sei voar... mas não tenho reacção porque a sociedade "colide" sempre comigo - sou lunático.
Se calhar não sou um pombo... Acho que sou um pavão...
Eu sei voar porque o meu céu é o chão (limitado).
A natureza do pensamento é singular e forasteira á razão (razão e raciocínio não são pensamentos),
pensar é teorizar - criar métodos não é coisa de lunático... mas o lunático pensa.
Ser lunático é como ser um filósofo, pensar do nada, mas pensar muito.
Dia da Discórdia:
Pensar mas nada dizer ou nada pensar mas tudo dizer?
De que serve pensar sem nada dizer?
Qual a finalidade de conservar pensamentos?
O Guardador de Pensamentos é o mísero avarento da sociedade.
Então e o que chamar ao Distribuidor de Palavras?
Simples - Lunático.
O "nada" é relativo. O "nada" não existe, porque nada é impossível... nem uma aglutinação da razão com o lunatismo...
O avaro mental não partilha pensamentos e soluções - ladrão de palavras!!!
O lunático pensa relativamente...um pensamento quase que nada pensado... e desse "nada" pensado fala palavras - dá aos "racionalistas" motivos para pensar.
A razão é por vezes muda e surda; tal como os racionalistas, filósofos, teóricos, professores, matemáticos, cientistas, políticos e afins...
Chega a um ponto em que a razão é tanta que se perde nela mesma, no seu significado e na sua razão de existência... e eles acabam por falar sozinhos.
Um lunático nunca fala sozinho.
Um lunático é geralmente confundido com o homem embriagado, com o psicopata, com o parvo e com outros "exilados" da sociedade racionalista (falsificada).
O lunático não dá apenas motivos aos outros para pensar.
O lunático no seu "nada" universal também pensa as palavras.
O lunático nunca fala sozinho, porque mesmo que fale para o ar, mesmo que ninguém esteja á sua volta, mesmo que esteja sozinho no vácuo... ele dirá palavras e ele mesmo escutará o que disse...
Fala! - Pátria;
Pensa! - Divisão.
Fala! - Religião;
Pensa! - Conveniência.
Fala! - Família;
Pensa! - Natureza, Palavra e Destruição.
Subversão da mente, do espírito, da alma.
A Mãe Natureza criou-nos com o dom de pensar... deu a uns o destino de pensar e a outros o de criar. Injustiça divina!!!
Sou lunático, não tenho razão mas penso um "nada" importante - penso.
Sou lunático, falo comigo mesmo - falo para pensar.
Sou lunático, não penso para criar, no entanto sou criativo - só penso para destruir.
É urgente construir. A destruição é criatividade.
Sou criativo quando não penso. Sou criativo quando penso.
Sou bipolar? Não sou lunático - inconformista, anarquista nas palavras, criativo nos pensamentos.
Não penso quando a necessidade urge, penso quando quero.
A Liberdade é um atributo da Criadora - sou livre de ser livre; sou livre de pensar; sou livre de criar; sou livre de voar... mas não sou livre para pensar e depois falar.
Porquê?
Não sei... ou não quero saber... ou então quero... mas não sei... apenas sei que não sei... ou então já sei mas não quero dizer... mas não sei se sei... então quem sabe?
Eu. Quem sou eu? Sou ninguém; sou alguém. Sou um lunático - aquele que fala para pensar.
Eu sou um pombo, sei voar... mas não tenho reacção porque a sociedade "colide" sempre comigo - sou lunático.
Se calhar não sou um pombo... Acho que sou um pavão...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Redenção
Livre por ser; preso por querer.
As masmorras do declínio debruçam-se sobre a sua própria decadência,
Trilhando a cruzada da imortalidade em que nada resta - apenas ódio.
Ódio - paixão pela destruição. A ruína da era do ferro e do betão,
Ímpios á Mãe, ao Sol... ao absoluto. Enquanto o gládio se sustiver
No arbítrio atónito do Ser débil em que nada resta, a sombra será
A dignificação da desgraça; memória irreal; redução da razão.
Dedução - morte aos conceitos! Ideia bárbara em que ele,
O Cepticismo ( jurisdição do meu preconizado ego) se submete
Ao que Penso e Existo mas se não pensasse existiria, e
Existir é intolerável pois penso ar, pó e cinza e existo sem existir.
Vassalo! Ordem na tese fulcral - o Cogito não é argumento.
Ser ou não ser... a questão não é essa. A questão não
Existe. O escravo não inquire... a universalidade é
Escravidão.
Nada! Nada! Nada!... tudo... mas nada...
Questiona-te estoicidade; porque Demos crias-te o metal?
Indústria Humana - Apocalipse temporal, real, incomensurável,
Nunca espiritual. Ri da morte. Escravo não morre,
A escravidão já o matou. Raiva ao zinco, cobre, aço,
Ferro, betão, lítio, Homem metálico. Lúcifer, o escravo.
Enxofre forjador do infernal Inferno; tornas-te a Mulher
Nova Lilith. Vingança! Preconizas-te sombras, morte,
Noite. Alvorada inflamável, queima o fogo, incinera-me os actos
Dá-me Voz. Mãe, Mulher... minha Virgem, minha Deusa
Não procuro salvação, procuro redenção. O gládio é
Agora teu. Tens as minhas mãos, espírito e estupidez.
Livre por ser; preso... nunca mais. Penso.
Liberta-me Criadora, Mãe, Deusa... Mulher.
Servo teu - sou livre. Liberdade minha, só minha
Morte sem questão, conhecimento e vida; paixão - ódio
por mim. Liberdade - existência da voz. A voz és tu...
Liberta-me! Liberta-me! Liberta-me!
As masmorras do declínio debruçam-se sobre a sua própria decadência,
Trilhando a cruzada da imortalidade em que nada resta - apenas ódio.
Ódio - paixão pela destruição. A ruína da era do ferro e do betão,
Ímpios á Mãe, ao Sol... ao absoluto. Enquanto o gládio se sustiver
No arbítrio atónito do Ser débil em que nada resta, a sombra será
A dignificação da desgraça; memória irreal; redução da razão.
Dedução - morte aos conceitos! Ideia bárbara em que ele,
O Cepticismo ( jurisdição do meu preconizado ego) se submete
Ao que Penso e Existo mas se não pensasse existiria, e
Existir é intolerável pois penso ar, pó e cinza e existo sem existir.
Vassalo! Ordem na tese fulcral - o Cogito não é argumento.
Ser ou não ser... a questão não é essa. A questão não
Existe. O escravo não inquire... a universalidade é
Escravidão.
Nada! Nada! Nada!... tudo... mas nada...
Questiona-te estoicidade; porque Demos crias-te o metal?
Indústria Humana - Apocalipse temporal, real, incomensurável,
Nunca espiritual. Ri da morte. Escravo não morre,
A escravidão já o matou. Raiva ao zinco, cobre, aço,
Ferro, betão, lítio, Homem metálico. Lúcifer, o escravo.
Enxofre forjador do infernal Inferno; tornas-te a Mulher
Nova Lilith. Vingança! Preconizas-te sombras, morte,
Noite. Alvorada inflamável, queima o fogo, incinera-me os actos
Dá-me Voz. Mãe, Mulher... minha Virgem, minha Deusa
Não procuro salvação, procuro redenção. O gládio é
Agora teu. Tens as minhas mãos, espírito e estupidez.
Livre por ser; preso... nunca mais. Penso.
Liberta-me Criadora, Mãe, Deusa... Mulher.
Servo teu - sou livre. Liberdade minha, só minha
Morte sem questão, conhecimento e vida; paixão - ódio
por mim. Liberdade - existência da voz. A voz és tu...
Liberta-me! Liberta-me! Liberta-me!
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