Livre por ser; preso por querer.
As masmorras do declínio debruçam-se sobre a sua própria decadência,
Trilhando a cruzada da imortalidade em que nada resta - apenas ódio.
Ódio - paixão pela destruição. A ruína da era do ferro e do betão,
Ímpios á Mãe, ao Sol... ao absoluto. Enquanto o gládio se sustiver
No arbítrio atónito do Ser débil em que nada resta, a sombra será
A dignificação da desgraça; memória irreal; redução da razão.
Dedução - morte aos conceitos! Ideia bárbara em que ele,
O Cepticismo ( jurisdição do meu preconizado ego) se submete
Ao que Penso e Existo mas se não pensasse existiria, e
Existir é intolerável pois penso ar, pó e cinza e existo sem existir.
Vassalo! Ordem na tese fulcral - o Cogito não é argumento.
Ser ou não ser... a questão não é essa. A questão não
Existe. O escravo não inquire... a universalidade é
Escravidão.
Nada! Nada! Nada!... tudo... mas nada...
Questiona-te estoicidade; porque Demos crias-te o metal?
Indústria Humana - Apocalipse temporal, real, incomensurável,
Nunca espiritual. Ri da morte. Escravo não morre,
A escravidão já o matou. Raiva ao zinco, cobre, aço,
Ferro, betão, lítio, Homem metálico. Lúcifer, o escravo.
Enxofre forjador do infernal Inferno; tornas-te a Mulher
Nova Lilith. Vingança! Preconizas-te sombras, morte,
Noite. Alvorada inflamável, queima o fogo, incinera-me os actos
Dá-me Voz. Mãe, Mulher... minha Virgem, minha Deusa
Não procuro salvação, procuro redenção. O gládio é
Agora teu. Tens as minhas mãos, espírito e estupidez.
Livre por ser; preso... nunca mais. Penso.
Liberta-me Criadora, Mãe, Deusa... Mulher.
Servo teu - sou livre. Liberdade minha, só minha
Morte sem questão, conhecimento e vida; paixão - ódio
por mim. Liberdade - existência da voz. A voz és tu...
Liberta-me! Liberta-me! Liberta-me!
Nenhum comentário:
Postar um comentário